Sorrir é o melhor remédio!

Há quanto tempo você riu até doer a barriga?
Lembro de uma cena meio bizarra numa lanchonete em frente a minha adorável escola, estava eu mais duas amigas inseparáveis tomando o habitual refrigerante (foi ali que comecei a engordar!) quando uma recordou algum fato muito hilário que rimos tanto que chegou a sair refrigerante pelo nariz. (Desculpa a falta de etiqueta)

Bom, ri sempre foi uma das melhores sensações que um ser humano poderia sentir, mas quando nos tornamos adultos parece que nosso riso não é tão frouxo quanto na infância. Criamos uma camada protetora que nos inibe a ri alto, a gargalhar, a se curvar diante da dor na barriga e até mesmo a fazer xixi nas calças de tanto ri IN-COM-TRO-LÁ-VEL-MEN-TE!

Outro dia estava lendo sobre os benefícios de ri, o principal deles é o alívio da dor. Sim, ri demais alivia a dor, procura ‘comprovar cientificamente’ você mesmo!  

Porque nós, adultos, (apesar de resistir a me considerar um, eu não tenho como correr disso!) nos tornamos frios demais, insensíveis, corridos. Não que sejamos todos assim, mas normalmente a vida nos ensina tanto através da dor que nos abrigamos atrás de escudos, torres, muros. Aí que entra minha fascinação pelo Exupère e nosso personagem tão amado, o pequeno príncipe. Uma amiga muito querida, que compartilha do mesmo amor pelo livro, me disse uma vez: “O pequeno Príncipe é livro para adulto!”, e é mesmo minha amiga, só o entendi perfeitamente quando o li pela segunda vez, depois dos meus 20 anos. (Leiam e entendam o porquê de citá-lo)

Já foi numa sessão de cinema com muitos adolescentes e numa sessão de cinema com muitos adultos assistir alguma comédia? Quanto mais jovem é o público, mais riso tem. É incrível como eles riem de tudo, incrível como eu ria também. Hoje um mero sorriso no rosto, discreto. Faz tempo que não sorrio até a barriga doer, acho que a última vez foi ainda esse ano, com alguma amiga, mas nem recordo quando.

Sorrir é remédio até para quem recebe, imagina para quem dar. Afinal, ganha mais aquele que sente do que quem é tocado... Sorria, como diz a letra, ‘sorria, meu bem, sorria’.


Por Bárbara Castro.