Amizade - Expectativa - Amar - Pequeno príncipe - Filme Adam

Eu sempre escrevo muito sobre o amor, sobre amizade, sobre sentimentos.
Mas ultimamente tenho pensado tanto sobre o que realmente vale a pena e nos faz feliz, e amar está dentro desses critérios? Eu passei minha vida inteira tentando não morrer de amor, e acho que tenho sobrevivivo... (risos)

Amar é querer perto, é querer bem, é querer sempre.
O incondicional é definido como o amor de mãe, aquele que é infinito e nada o fragiliza.

Uma amiga outro dia me enviou a seguinte mensagem: "Quem foi que disse que amor eterno é só de mãe?". Comemoramos 16 anos de amizade, e talvez nos primeiros anos não tenhamos nos dado conta que chegaria a isso, foram momentos turbulentos, mas a maior parte das vezes fomos cúmplices de uma felicidade muito bonita chamada afinidade. Até hoje temos uma linda sintonia.

Uma outra amiga minha, que confiei todos os meus segredos, hoje já não fala comigo. (Por dentro eu confesso que sofro parcelado.)

E uma outra que conheço a pouco tempo já me disse algumas vezes que 'eu sou tudo para ela'. Acho que ela talvez não entenda que a Bárbara aqui acredita em tudo que dizem ao pé da letra, mesmo sabendo que ela exagera um tanto!

Ser amiga de alguém não é uma decisão simples, não é apenas chamar de amigo, rir junto. É uma responsabilidade. Como em O pequeno príncipe: "Você é responsável pelo que cativas". É você cuidar, ser cuidado também, é atenção, é muitas vezes abdicar do próprio sofrimento para acolher o amigo sofrido. Eu pelo menos tenho essa linha de raciocínio, e acredito que meu 'quase morrer de amar' seja por isso.. TENHO VONTADE DE MUDAR! (Mas perderia minha essência.)

Hoje assisti um filme com o qual me identifiquei, chama-se "Adam", é a história de um rapaz com Síndrome de Asperger, de uma maneira bem grosseira é um tipo de autismo. O jovem personagem morava sozinho, órfão de pai e mãe, e se apaixona por sua vizinha. Ele era muito inteligente, e possuía um sentimento a flor da pele, e lembro de uma cena na qual explica sua doença mais ou menos assim:"Eu nunca sei o que as pessoas estão pensando, só sei o que elas realmente dizem". Então eu percebi do decorrer do filme que Adam era assim como nós, mas possuía essa sensibilidade maior, ele amava de uma maneira muito real, muito simples, muito bonita, por que ele simplesmente amava, ele não dava voltas para expressar isso, ele era autentico, o que não somos em grande maioria. Assustava muitas pessoas mas fazia se apaixonarem por ele as poucas que valiam a pena.

É, amar realmente dói, porque sempre esperamos em troca. É a tal reciprocidade ou expectativa.

No dicionário a palavra expectativa significa 'estado ou qualidade de esperar'. Criar expectativas sob qualquer coisa ou pessoa é o maior erro humano, viver o momento como Adam é a melhor opção.

E lá vamos nós, continuar sobrevivendo..

Beijos enormes, fiquem com Deus,
Bárbara Castro.

Carência acompanhada!

De acordo com o dicionário, Carência significa: "Falta, escassez, necessidade de alguma coisa básica, privação." (Não mencionando seu significado jurídico, pois sobre o que irei falar não convém).

Sempre achei que por nascer filha única eu era a pessoa mais carente do universo, entretanto vejo o quanto estive errada todo esse tempo. Pois o que não me faltou foi carinho, atenção, mimos, cuidados, e nunca fui privada de nenhum desses benefícios, pelo contrário, por ser filha única, neta mais caçula de uma das avós e primeira neta de outro avô era sim uma criança muito amada!

Com o passar dos anos, a tecnologia nos aproximando, essa revolução explosiva que tomou conta do mundo não tem nos feito bem. Confesso que de um tempo para cá tenho me sentido sozinha demais e tomei a decisão mais importante da minha vida: Ser minha melhor companhia.
A carência tem chegado quando acreditamos estar acompanhados, mas então eu me pergunto: É companhia aquele com quem estamos sentados em uma mesa de bar tomando uns drinks ou aquele que tem nossa atenção, quase que total, pelo celular?

Outro dia estive pensando no quanto me sinto distante dos amigos, e passei a tentar não usar o meu celular todo o momento, para que possa apreciar mais suas companhias, mas quanto mais me distancio dessa 'moda' mais me distancio deles. Daqui a pouco teremos um papo pela rede social sentados frente a frente, as vezes economizar salivas em tempos de crise é uma boa opção!

Não culpo a internet por nossa carência, somos nós que estamos totalmente sem rédeas. Hoje ao acordar eu fiquei refletindo sobre ser carente ou não, tenho amigos que não se dizem carentes mas só de sermos carinhosos e atenciosos eles se apaixonam, assim como eu. Tem se tornado raridade e quem sabe administrar o carinho e ser atencioso acaba ganhando-o, ou quem sabe, usando-o.

Quem me conhece, mesmo que por pouco tempo, sabe que posso ser uma explosão de sentimentos; eu sou uma eterna apaixonada, meus amigos que o dizem, pois toda semana eu faço questão de aparecer e dizer o quanto sinto suas faltas e o quanto sou rica por tê-los. (Não me faz melhor que ninguém, mas livre em fazer o que desejo e sinto!)

É, ser carente ou não é uma disputa infiel entre olho no olho e a tela na tela.

Beijos enormes,
Bárbara Castro.





100% Bárbara (risos)

Pensando com meus botões..

Uma das coisas que mais me pergunto ao longo da vida é se posso ser quem eu realmente sou ou não? Porque vivemos em uma sociedade meio hipócrita, mas ao mesmo tempo, solitária e carente.

Achar que a rede social nos aproxima, nos trás para mais perto de alguém é a coisa mais enganosa e absurda, quando na verdade ela nos distancia de quem está a meio metro de distância. É, amo celular
sou viciada em rede social, e é mais fácil fazer chover do que o meu celular descarregar (talvez seja por isso que a vida útil dos aparelhos hoje em dia é tão curta, antigamente eles carregavam desligados!).

Mas não venho aqui falar de celular, venho falar sobre o ser humano de um modo geral, sobre nossas atitudes, ou talvez sobre a minha. Lembro da minha amigona, há um ano, dizendo para mim nessas exatas palavras: 'Não se doa por completo'!

Acho que não me doar por completo me torna só meio Bárbara, e não sou de meio! Ou sou completa ou não sou nada. Só que ainda assim eu continuo me perguntando se seria mais feliz se não fosse 100%, seria mais feliz comigo mesma ou as pessoas gostariam mais de mim? E AFINAL O QUE É MAIS IMPORTANTE, EU OU ELES?

Todos que me conhecem sabem que o que eu puder fazer para ajudar eu farei, para alguns eu ainda ultrapasso um limite perigoso, uma área na qual eu reconheço ser um abismo (um passo para cair ou um passo para se reerguer). Minha mãe outro dia me comparou a melhor amiga dela, alguém que eu sei o quanto é amiga, o quanto é admirável e faz de coração aberto. Fiquei lisonjeada, confesso! (Apesar de não acreditar muito nessa possibilidade)

Eu entendo por que a minha velha amiga me disse para não me doar por completo, talvez ela saiba mais do que eu que não sou a válvula de escape na qual eu mesma me transformo para os mais chegados, a culpa de não saber dosar uma relação é minha. Sempre tive esse efeito na vida das pessoas e tenho pensado muito em como mudar isso, talvez eu nunca mude ou talvez já tenha começado a mudar, um dia volto e conto se foi melhor assim ou não.

Bárbara Castro.



PS.:
O uso da palavra HIPÓCRITA foi pensando nesse significado: 
Uma pessoa hipócrita é aquela que finge ser o que não é, seja através de religião, virtudes, características, idéias, sentimentos, e etc. A pessoa hipócrita finge ter algo que não tem, seja para agradar aos outros, se aproximar de um determinado grupo, ou até mesmo para melhorar a sua própria auto-estima.