Uma história de amor

Soprou um beijo a ela, de leve o vento levou.
A bela de olhos castanhos sentiu seu beijo de amor.
De longe os olhos flertaram e o tempo quase parou.
''Não temas o que sente'', disse o jovem rapaz que se aproximava lentamente.
Os olhos fitando os dela a fez estremecer.
Ele pegou em suas mãos gélidas e um simples sorriso ganhou.
Ainda que tímido, no meio do rosto rosado, da bela jovem mulher.
"Ainda que seja cedo, meu amor é tão sincero que não posso negar-te"
A jovem sentiu a sinceridade na frase do belo rapaz.
E mesmo que o beijo fosse esperado os olhos fitaram parados.
O riso desfez o silêncio, a lágrima rolou pelo rosto.
O amor inevitável dos dois era amor proibido.
Primos que se conheceram há pouco, de primeiro grau.
Os pais eram os primeiros a ir contra o casal.
Diriam que a afinidade se confundiu com o amor.
Mas quem garante que não foi isso que aconteceu?
Quem sabe o amor entre os dois fosse apenas admiração, carinho, cuidado.
Ou será que era carnal?
Não haveremos de saber, pois o que fizeram foi a separação.
Eles, de coração partido, preferiam aceitar que o amor era proibido.
Mas nunca o jovem rapaz esqueceu aquele olhar.
Amor, que é amor, nunca há de morrer.
Nem mesmo com a distância ou a vontade de esquecer.


Beijos enormes,
Bárbara Castro.


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