Coração de papel.

O relógio não para enquanto decido pensar e analisar os fatos. Ele simplesmente roda, gira, acelera junto ao meu medo de perder um instante.
Mas eu acho que já perdi, e não foi um apenas, foram vários, muitos, tantos a longo da vida.
Perdi até as contas.
"Eu não tô desanimada!"
Estou cansada de reviver as mesmas histórias, e consciente que vou reviver novamente até aprender.
Acho que eu nunca aprenderei!
Não sou pessimista, não. Nem talvez!
Só estou desiludida com esse coração de papel.
Basta uma lágrima, um sorriso ou um pedido de ajuda que ele logo resolve amar.
Ah, coração frouxo!
Depois eu que preciso aguentar ele chorar, depois eu que preciso arrumar a bagunça que ele fez.
Eu sei que poderia ser só Razão.
Me ausentar dessa emoção toda.
"Pedir para sair"
Mas no fundo morreria se não pudesse amar um pouquinho que seja.
Esse coração só precisa aprender a equilibrar, Razão e Emoção.
Precisa aprender a não se apaixonar tão rapidamente.
E não é de amor carnal que eu estou falando, ele se apaixona por um olhar, o som da voz, um sorriso, um toque, as mãos e pelo perfume.
Se fica sem logo vem o ciúmes, morre a chorar e como é feito de papel, desmancha.
"Eita coração viado!"
No sentido sentimental e não preconceituoso. Afinal, o coração é todo amor, não tem raça, credo, nem sexo.
Ele simplesmente quer amar, se alimenta disso.
Mas nunca aprendeu que para amar as rosas é preciso amar os espinhos.
Nunca aprendeu a equilibrar esse amor.
Ou ama e se desmancha ou nunca conheceu!
Pois ele não sabe mais nada além de amar...

Beijos enormes,
Bárbara Castro.

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