Não sou manipulável!

Muitos enganos eu vejo desde quando nasci.
E olha que nem faz tanto tempo assim.
Sou jovem! Garanto!
A vida me ensinou a amadurecer, sozinha, no silêncio, no escuro, sem palcos.
Timidez? Talvez.
Dos enganos que cito, nenhum é exterior a mim.
Falo dos erros comigo e meus.
Das horas que pulei um degrau da escada tentando subir com mais rapidez.
E dos roxos nas canelas que ganhei!
Nunca gostei de ser posta como garota inocente, pois isso eu nunca fui.
De criança a idade adulta, sempre fui observadora. Aprendia só de olhar!
Olhar treinado, ouvidos aguçados e a boca que mal abria.
Melhor o silêncio do que a palavra mal dita ou maldita.
Triste foi ver ao longo da vida pessoas que achei que me conheciam,
achando que eu era o contrário, o avesso, a manipulável.
Criança inocente, não sou eu que abstive dos meus próprios pensamentos.
Foi você que escutou do vento um sopro e cegou, pois nem lembrou quem fui para ti.
Ou mesmo, quem ainda sou.
Mas a vida ela não para, não deixa de girar enquanto a dúvida vem.
E eu decidi caminhar avante, sem nem olhar para trás.
Se a vida vem me proporcionando dias de paz, eu resolvi aceitar ser feliz.
Enquanto você - presa na ignorância do outrem, na verdade que disseram ser sua, na sua camisa de força mental, nas amarras ou tapumes - vive acorrentada numa ideia infiel e a vida só lamenta.
Assim como eu!
Mas nem tão pouco eu me importo, fico triste pela situação, mas hoje levo no peito a alegria do amor próprio e da auto confiança, da cabeça leve e consciência tranquila.
Falem, digam, incitam, gritem, berrem, apontem, batam... Mas não me esperem na platéia!
Prefiro ler um livro a sombra de uma árvore!

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Se toda vez que me sentir como estou hoje eu escrevesse.. possivelmente que só escreveria uma vez por mês, e iria precisar de mais de um ano!

Beijos enormes,
Bárbara Castro






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