Redação do tempo de escola.

Muito engraçado quando encontro algum papel ou arquivo no computador com a data de 2001, 2002 e etc. Porque normalmente eu sempre guardo aquilo que me agrada, e esta redação foi um texto que na época me agradou muito. Lembro que meu professor de português, Raimundo França, deu uma aula com base numa música chamada 'Domingo no parque'. E partimos desta musica com novas idéias e foi quando surgiu esta redação, na qual eu havia tirado uma boa nota. Então a guardei e hoje a exponho aqui, envergonhada e ao mesmo tempo feliz por ter sido uma jovem que sempre amou escrever, um dia eu chego aos patamares que almejo.
Porque Anne um dia escreveu que o papel tem mais paciência do que as pessoas, e ela estava certíssima, além do mais o papel sempre foi meu companheiro. 

A violência urbana  

Eram noves horas, não acreditei na cena que acabara de presenciar, vi meu amigo João levar um tiro no peito ao tentar defender sua namorada de um assalto. 
Naquele momento abaixei-me e comecei a chorar no Beco da Rua São Paulo, naquela manhã de terça-feira. A polícia logo chegou ao local, mas não pegou o assaltante. 
Criei coragem e fui até meu amigo que estava caído no chão e balbuciava suas ultimas palavras, pedi que ele não fosse, mas foi em vão.  
Após duas horas, todos os seus familiares já estavam sabendo, e sua namorada continuava perplexa, não parava de chorar, na hora que o corpo de João chegou senti um arrepio tremendo, não acreditava que ele havia morrido, era um rapaz tão humilde, estudioso, e um ótimo amigo. 
Depois do enterro fui para casa tentar entender o porquê dele ter morrido, mas logo ergui a cabeça e comecei a escrever um livro sobre a historia daquele rapaz que só queria proteger a namorada da violência urbana que atinge todo o país e que ninguém faz algo para impedi-la.


Beijo enorme a todos e fiquem com Deus.

Mas nunca esqueçam, escrever é arte, faz parte, alivia e traz sabedoria.

Bárbara Castro.

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