O diário de Anne Frank - Livros da minha vida

Escrever é uma arte apresentada para todos, cultivadas por alguns e aprimoradas por poucos.

Talvez um dia eu não pense em escrever, talvez perca toda a vontade e prazer, talvez não. Escrevo desde quando aprendi as primeiras letras, tenho uma mente que viaja no tempo, que busca uma nova palavra, que ler. Sim, porque ler é a base de uma boa escrita, não sabe incluir uma frase, quem não ler um livro/uma revista/um artigo/um jornal;

Há alguns meses eu estava fora de órbita, não estava entre meu mundo da leitura, me envolvi com passeios culturais, musica e fotografia. Mas percebi que posso manter todos articulados junto a leitura, e busquei conhecimento, livros novos, busquei atividades diferentes. Dentre todos gostaria de destacar a minha penúltima leitura, um livro que há muito desejava ler, e que com certeza era predestinado a mim, pois de muitas forma ele mexeu comigo.

O diário de Anne Frank não é um livro qualquer, ou um simples diário que foi publicado. É uma razão de ser, uma busca, foi um encontro entre eu e Anne, a personagem e autora. Não me comparo a ela, mas gostaria de citar o quão parecida eu fui, durante a adolescência. O livro é uma narrativa, onde Anne conta seu dia a dia, fala de seus medos, desejos, defeitos, mágoas. Tudo durante a era Hitler, a perseguição aos judeus, aos campos de concentrações, Anne era de origem judaica e viveu por dois anos escondida em um lugar, denominado por ela de, anexo secreto. 

Não irei me entusiasmar sobre uma resenha, não costumo ser boa com isso. Pois sou detalhista demais.

A questão é, quanto posso escrever? Tem limites? É ousado da minha parte ter um blog, publicar meus pensamentos, escrever poesias que talvez nunca sejam lidas? 

Vivo numa incessante busca pelo aperfeiçoamento, essas perguntas nada me valem, são apenas requisitos para incrementar o texto. (risos) Eu escrevo somente para não explodir, para não guardar o que grita aqui dentro. Porque eu sou feita de palavras, meu mundo gira em torno disso, sempre girou. Se estou em um metrô lotado e percebo algo que chamou atenção eu busco elaborar um texto ou uma frase, se vejo um morador de rua colocando água em um pote para o gato, elaboro um texto, se percebo a felicidade em alguém que nunca vi, e aquilo me faz feliz de tão contagiante, também coloco a mente para editar um texto. 

Porque escrever faz parte de mim, mesmo que sejam tolas as minhas palavras, mesmo que eu esteja longe do aprimoramento da primeira frase deste texto, mesmo que aja tantos mesmos. Escrever é minha mais perfeita ordem de pensamento, minha leveza da alma, meu apetite eterno, válvula de escape, paixão, casamento, minha eterna mania de andar sempre com um bloco ou caderno na bolsa. Porque um dia, ainda vou chegar onde desejo, não para ficar famosa, mas para ler algo que escrevi e ficar emocionada ou descrente por ter sido eu.

E aí se vão mais um milhão de palavras, pelo menos não são de palavras que estamos em economia. Viva o meu mundo, viva a leitura, a escrita, a arte, porque escrever faz parte!

Bom dia, voltar ao trabalho senão sou demitida. (risos)

Beijos enormes,
Bárbara Castro.

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