Detalhes da vida

Ao nascer aprendemos que uma queda é a busca incessante de andar sozinho. (No sentido de liberdade e não de solidão.) 
Que os primeiros passos são conduzidos, admirados e vibrantes. Aprendemos a ser o centro de nós mesmos e que a força e o foco é o que possuímos de ilimitável.

Depois dos primeiros passos e das primeiras palavras, nos vemos andando de bicicleta em quatro rodas. Perseverança é o início de nosso aprendizado. São joelhos ralados, mãos ardentes, pequenos curativos e beijos. Sim, beijos curam!

Então crescemos e nos revoltamos contra a queda, desejamos sempre sermos vencedores. E esquecemos que para vencer é necessário saber perder, cair e ralar os joelhos.

Ao crescer esquecemos do remédio que tudo cura: o amor.

Ao passo de alguns anos nos tornamos solitários mesmo em meio a uma multidão. Desejamos o material numa intensidade tão focada. Quanto mais, melhor. (Será?)
Trabalhamos duro, o caso da grande maioria de nós, para adquirir, juntar, reunir, guardar. 
Então vem a disputa, a troca de poderes, o almejo pelo cargo melhor e/ou pelo salário melhor.
Vem o desejo de conhecer o mundo, por vezes nem desejo nosso é, mas desejo de outrem que nós insistimos em conquistar na frente.

Por muitas vezes nos embriagamos neste mundo material e nos esquecemos do que realmente nos envolve com a verdade, nos preenche e nos completa. 
Podem-se ter tudo e o tudo não ser nada.


Esquecemos que o mundo não é um espelho que refletimos nossa própria imagem e beleza (isso é vaidade), mas nossos atos e atitudes. E a vida é sempre uma escola onde a lição se repete sempre até que possamos aprender, no amor ou na dor. 
E reclamar, fechar o sorriso, desistir nunca foi opção concedida a nós, nos impomos a isso contra nossos direitos. 

A lei só nos concede a felicidade e ter problema é questão de merecimento, quem os tem é porque é sábio para solucioná-lo.


Beijos enormes,
Bárbara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça valer a pena!