SPFC / São Paulo Futebol Clube / Futebol

Uns dirão que é futilidade, outros falam como se dessem suas vidas, alguns dão a vida sem querer pela ignorância e monstruosidade alheia. Em torno daqueles senhores ou senhoras e uma bola rolando de um lado a outro sempre existe uma manifestação. Ou há cartazes com opinião política, com ofensas ou elogios aos presentes. E há também, tão recentemente houve alguns casos, de manifestação de "racismo". (É um caso para se falar em outra postagem).

Minhas primeiras memórias carregam lembranças de uma menina e seus olhos vidrados na TV assistindo futebol. Eu sabia tudo de regras, sabia nome de cada jogador e sabia os títulos que conquistamos. Poderia discutir futebol com qualquer pessoa e não me sentiria inferior ou infantil, porque apesar de torcer muito eu sempre fui honesta na torcida, o mais que eu podia.

Meu pai era tricolor paulista, e nasci São-paulina sem tirar nem por. Simplesmente vesti a camisa, literalmente. Não recordo de outro goleiro que não seja Ceni no nosso campo, sua forma de liderança sempre foi algo que admirei, e vi muitos dos jogares passarem pelo Morumbi, mas nunca cheguei a conhecer o estádio, ainda é um sonho.

Ser torcedora, escolher um time para torcer, vestir a camisa, se emocionar com finais de campeonato é realmente meio louco, mas acho que no fundo é uma maneira divertida de viver, é um esporte que provavelmente foi criado para diversão, reunião de amigos, para mais um motivo de se estar junto. Discordo de toda essa rivalidade que existe, eu já torci para o Corinthians, Santos ou Palmeira em algum campeonato sul americano por serem os únicos brasileiros. Não me envergonho disso, aliás, tenho orgulho quando vejo que os meninos daqui do Brasil fazem sucesso com o futebol. Vergonha eu tenho quando eles entram para marginalidade.

Minha escolha passa a ser motivo de questionamentos... Caraca, se eu moro em São Paulo, no Rio de Janeiro ou no Japão não significa que tenha que torcer por um time local. Não escolhi torcer pelo São Paulo, ele me escolheu e torço onde quer que eu vá. Poxa, você deixa de torcer pela seleção Brasileira quando vai morar fora?

Pessoas lindas, o futebol, futsal, vôlei, Basquete, Salto ornamental, que seja em qualquer esporte, o respeito é fundamental. Vamos deixar de lado essa fúria ignorante para dar espaço a alegria de se estar junto, de comemorar. Ninguém nasceu para vencer!

Sem preconceitos, sem violências, sem atitudes irracionais. Esporte é questão de união, mesmo que tenhamos um jogo com A versos B. Como é que o B vai ganhar o jogo se o A não jogar, não existir?

"Oh Tricolor, tú és minha paixão,
Oh Tricolor, tú és minha alegria,
Oh Tricolor, tú és meu viver,
Oh Tricolor, eu amo você!!!!"



Beijos enormes a todos, independente de times ou países (isso é o que menos importa).
Bárbara.

Detalhes da vida

Ao nascer aprendemos que uma queda é a busca incessante de andar sozinho. (No sentido de liberdade e não de solidão.) 
Que os primeiros passos são conduzidos, admirados e vibrantes. Aprendemos a ser o centro de nós mesmos e que a força e o foco é o que possuímos de ilimitável.

Depois dos primeiros passos e das primeiras palavras, nos vemos andando de bicicleta em quatro rodas. Perseverança é o início de nosso aprendizado. São joelhos ralados, mãos ardentes, pequenos curativos e beijos. Sim, beijos curam!

Então crescemos e nos revoltamos contra a queda, desejamos sempre sermos vencedores. E esquecemos que para vencer é necessário saber perder, cair e ralar os joelhos.

Ao crescer esquecemos do remédio que tudo cura: o amor.

Ao passo de alguns anos nos tornamos solitários mesmo em meio a uma multidão. Desejamos o material numa intensidade tão focada. Quanto mais, melhor. (Será?)
Trabalhamos duro, o caso da grande maioria de nós, para adquirir, juntar, reunir, guardar. 
Então vem a disputa, a troca de poderes, o almejo pelo cargo melhor e/ou pelo salário melhor.
Vem o desejo de conhecer o mundo, por vezes nem desejo nosso é, mas desejo de outrem que nós insistimos em conquistar na frente.

Por muitas vezes nos embriagamos neste mundo material e nos esquecemos do que realmente nos envolve com a verdade, nos preenche e nos completa. 
Podem-se ter tudo e o tudo não ser nada.


Esquecemos que o mundo não é um espelho que refletimos nossa própria imagem e beleza (isso é vaidade), mas nossos atos e atitudes. E a vida é sempre uma escola onde a lição se repete sempre até que possamos aprender, no amor ou na dor. 
E reclamar, fechar o sorriso, desistir nunca foi opção concedida a nós, nos impomos a isso contra nossos direitos. 

A lei só nos concede a felicidade e ter problema é questão de merecimento, quem os tem é porque é sábio para solucioná-lo.


Beijos enormes,
Bárbara.