Amor e suas formas !

No silêncio dessa despedida eu escuto sua voz cantarolando uma canção para mim, e bem no fundo dos teus olhos, o brilho dos meus pedem com fervor que tuas mãos nunca deixem as minhas nesse vazio completo de escuridão. O teu cheiro me fascina, tua boca diz que 'não', e a minha implora um 'sim' (Fica, por mim!) .
Olhar vago, mente vazia, onde teus passos lentos caminham com o tilintar das pedras no calçamento. Pedras portuguesas, com a veracidade do branco com negro, do detalhe dos teus cabelos esvoaçantes ao soprar do vento. Tuas costas largas se afastam de mim enquanto meus braços caem lentamente, ouço tuas lágrimas correrem por tua face e tua certeza incerta dessa despedida (Não vá!) .

Eu lembro da sua gargalhada! Sorrio, choro, sorrio novamente e retorno a chorar, você está indo embora e não vai mais voltar (Será?) .
Começo a pensar no início, quando nos conhecemos naquele bar da Lapa, quando você sorriu pra mim e me chamou para dançar, lembro que as minhas mãos suavam trêmulas e você as beijou. Vontade de voltar nesse passado e mostrar que viver ao teu lado não tem preço determinado, não tem hora exata ou lugar qualificado.
Não pense que ao se distanciar vai esquecer-se dos beijos suados, dos passeios fotografados e do casamento marcado. Eu sou você e você sou eu, a distância não separa corações apaixonados.

Você para de caminhar e olha para trás com os olhos lacrimejantes e boca trêmula. Leva as mãos a cabeça como estivesse se arrependendo dessa estúpida decisão. E num momento de loucura corre em minha direção, sem pensar eu fechos olhos e sinto teu abraço apertado enquanto tuas lágrimas molham minhas costas suadas. As horas passam, o sino da igreja toca e a marcha nupcial enriquece o corredor da velha igreja de São Sebastião. Eu o vejo no fim desse tapete vermelho junto a este senhor que se diz honrado em casar apaixonados. Meu mundo se completa quanto ouço você dizer 'sim', eu dizer 'sim' e a igreja inteira aplaudir o beijo mais esperado.

Você caminha em direção a mesa de som e pega algo metálico, não sei reconhecer o quê até que ouço sua voz rouca ao microfone:

"Amor, eu poderia começar falando sobre o quanto sou apaixonado por você, mas decidi pensar em algo que me leva a não amá-la. E pensei e continuo a pensar, enquanto não descubro vou amá-la a cada instante que puder. Deus queira que eu nunca descubra para poder estar contigo por todas as nossas vidas! Confesso que nunca imaginei abandoná-la, desde quando beijei sua mão durante aquela dança eu senti que nada mais iria nos separar, nem mesmo o medo de fracassar em amar alguém tão incrível como você"
 

 
Escrever algo sobre um assunto indeterminado deixando fluir as palavras sempre foi meu maior prazer, sei que minha próxima leitura será totalmente voltada a críticas e exigências, mas o que seria de mim sem essa segunda leitura não é? Eu não reconheço em mim o dom da escrita, mas pelo menos sou persistente e se comecei quis terminar.
Escrevi ao passo de cada palavra, e fui construído o texto com base na minha imaginação transloucada de uma jovem apaixonada (Que seja ao menos pela vida! "risos").

Não se pode agradar todo o mundo e desta forma estou aberta a críticas, que sempre são bem vindas.
Tenham todos um excelente dia e noite, não necessariamente nesta ordem.

Beijos enormes.
Bárbara Castro.

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