A morte.

Boa noite, é estranho cumprimentar com boa noite, se o céu ainda encontra-se tão iluminado, mas aos poucos me habituo ao horário de verão.
Hoje eu acordei decidida a falar sobre um assunto muito delicado, que compromete nossas decições, comportamento habitual, etc.

A Morte.
Para a maioria das pessoas, falar sobre a morte é constrangedor. Mas tenho tentado encontrar uma maneira de nunca esquecer que este fator existe, e é o ponto essêncial de um fim e de um novo começo; Outro dia estava lendo uma reportagem sobre um homem muito admirável, que ao descobrir uma doença que o levaria a morte, deciciu dar sentido aos dias. É exatamente neste ponto que quero chegar.

Se pensassemos mais sobre a morte, levando em consideração que AGORA poderá ser meu último minuto de vida carnal, talvez seriámos mais sábios para vida, talvez dessemos mais valor a cada segundo de vida. Eu fico pensando que se soubesse que agora é minha última oportunidade, pegaria o telefone de casa e meu celular, e digitaria ao mesmo tempo para duas pessoas especiais, que marcam presença na minha vida, e na minha felicidade. Diria a elas o quanto vou estar feliz na minha nova fase, por tê-las e por saber que meu amor jamais morrerá por elas. Um 'eu te amo' eu sempre fiz questão de demonstrar em palavras e atos, e por esta razão não desencarnaria infeliz.

A morte pode parecer um caminho sombrio, mas pensando na minha própria eu imagino que não fiz tudo que gostaria de fazer, não disse tudo que gostaria de dizer, entretanto fui sincera em cada instante com os meus sentimentos, fui imatura, ciumenta, amiga, conselheira, fui mãe, filha, irmã, prima, fui tia, fui milhões de coisas durante meus 22 anos, cresci o quanto pude a cada dia, não fui esperta o suficiênte, mas fui suficientemente amorosa, talvez pouco, mas o que meu coração pôde suportar. Amar não é para qualquer um, tem que ter bom coração, forte, que bata mais intensamente quando o pensamento se eleva a alguém especial. Amar é gostoso, quando se é verdadeiro. Pena que se meu último minuto de vida fosse agora, eu só me entristecia porque não pude realizar um sonho: escrever um livro, que não necessariamente fizesse sucesso pelo Brasil, mas que pudesse ser lido pelo meus grandes amores de uma vida conturbada para este corpinho pequeno, de uma vida sábia, para a cabeça de uma criança e de uma vida feliz, para alguém que descobriu os melhores motivos para sorrir, e os encontrou dentro de pessoas maravilhosas.

Porque não tornar a morte algo de bom? Não quero que morra nenhum dos meus amigos, mas quero viver todos os segundo de um dia pensando que talvez ela venha a me fazer companhia, e assim eu possa aproveitar mais o tempo, cultivar mais o amor, plantar amor no coração das pessoas, guardar na memória de todos os meus melhores sorrisos. Vamos viver, que morrer não é deixar de existir, é apenas uma viagem rápida para um mundo mais sábio e feliz, mas que não teremos tanto tempo para amar regressando um instante.

Boa noite meus amigos,
NÃO TENHAM MEDO DE MORRER, E SIM DE DEIXAR DE VIVER!

Bárbara Castro.
Fiquem com Deus.

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