Poema aos amigos

Não posso dar-te soluções para todos os problemas da vida,
Nem tenho resposta para as tuas dúvidas ou temores,
Mas posso ouvir-te e compartilhar contigo.
Não posso mudar o teu passado nem o teu futuro.
Mas quando necessitares de mim estarei junto a ti.
Não posso evitar que tropeces,
Somente posso oferecer-te a minha mão para que te sustentes e não caias.
As tuas alegrias, os teus triunfos e os teus êxitos não são os meus,
Mas desfruto sinceramente quando te vejo feliz.
Não julgo as decisões que tomas na vida,
Limito-me a apoiar-te, a estimular-te e a ajudar-te sem que me peças.
Não posso evitar o teu sofrimento quando alguma mágoa te parte o coração,
Mas posso chorar contigo e recolher os pedaços para armá-los novamente.
Não posso decidir quem foste e nem quem deverás ser,
Somente posso amar-te como és e ser teu amigo.
Todos os dias, penso nos meus amigos e amigas,
Não estás acima, nem abaixo nem no meio,
Não encabeças nem concluís a lista.
Não és o número um nem o número final.
E tão pouco tenho a pretensão de ser
O primeiro
O segundo
Ou o terceiro
Da tua lista.
Basta que me queiras como amigo.
Dormir feliz.
Emanar vibrações de amor.
Saber que estamos aqui de passagem.
Melhorar as relações.
Aproveitar as oportunidades.
Escutar o coração.
Acreditar na vida.
Obrigado por seres meu amigo.
 
 
Poema aos amigos, escrito por Jorge Luís Borges.
Que a mão sincera e amiga sempre tenha um ato de carinho.
Um beijo enorme,
Bárbara Pontes.

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