Lendo por aí...

Hoje estava pesquisando no google alguns textos e frases sobre assuntos que muito me interessam, costumo fazer isso sempre que tenho disponibilidade. Vou postar um que muito chamou-me a atenção, e pelo que consta, é uma história do folclore coreano.
Começa exatamente assim:

Uma jovem mulher, Yun Ok, foi até o celebre monge da montanha.
- Ó respeitável sábio - disse ela - estou com dificuldades! Faça-me uma poção.

-Tudo bem- disse o sábio – qual a sua historia?

- É meu marido. Nos últimos anos, ele esteve ausente, lutando numa guerra. Agora que voltou, quase não fala comigo, se falo ele não parece ouvir. Quando abre a boca para falar, é rude e zangado. Se lhe sirvo comida, ele não gosta; empurra o prato para o lado e sai da mesa raivoso. Preciso de uma poção para que ele volte a ser amoroso e carinhoso!

- Tenho a receita - respondeu o sábio - Mas o ingrediente essencial é o bigode de um tigre vivo.

- O bigode um tigre vivo?- disse a moca- Como poderei conseguir isso?

- Se a porção for realmente importante para você, então você terá êxito- respondeu o monge.

A mulher foi para casa. Naquela noite, enquanto o marido dormia, saiu furtivamente com uma tigela de arroz e um pedaço de carne. Chegou a uma prudente distância da caverna de um tigre, estendeu a comida e o chamou para comer. O tigre não veio. Na noite seguinte, fez a mesma coisa, desta vez mais perto da caverna. Novamente nada aconteceu. Todas noites ela ia a caverna cada vez se aproximando mais. Pouco a pouco o tigre acostumou-se com ela.
Certa noite chegou a uma distância da qual não poderia atirar uma pedra na caverna e parou. A mulher e o tigre fitaram-se sob a luz da lua. Na noite seguinte ela se aproximou ainda mais, a ponto de estar tão próxima que poderia falar com o tigre com uma voz muito suave. Pouco depois o tigre comeu a comida oferecida.
Na outra noite, o tigre a esperava. Depois que ele comeu, ela passou a mão sobre sua cabeça,e ele começou a ronronar. Seis meses haviam se passado desde a noite da primeira visita. Finalmente depois de tê-lo acariciado na cabeça, ela disse:


- Ó generoso tigre preciso de um de seus bigodes. Por favor não se zangue comigo!

E ela cortou um dos bigodes. O tigre não se zangou e a lambeu. Ela correu em disparada pela trilha, com o bigode do tigre.

- Agora você pode fazer a poção mágica. - Disse ao sábio.

O sábio examinou o bigode cuidadosamente satisfeito porque era mesmo de tigre, e jogou na fogueira.

- O que você fez? – gritou a mulher – Depois de todo o esforço que fiz para pegar o bigode!

- Diga-me, como você conseguiu? - disse o sábio.

- Todas noites eu ia a caverna do tigre com uma tigela de comida para ganhar sua confiança. Falava docemente com ele, para fazê-lo compreender que só queria seu bem. Fui paciente. Cada noite levava comida sabendo que ele não a comeria. Mas não desisti. Nunca falei asperamente nem censurei. Finalmente numa noite ele andou alguns passos em minha direção. Nas noites seguintes ele já estava esperando na trilha e comia a tigela. Passei a mão em sua cabeça e ele começou a ronronar. Foi aí que consegui cortar o bigode dele.

- Você domesticou o tigre em sua persistência e seu amor! - disse o sábio.

- Mas você jogou o bigode do tigre no fogo! Foi tudo a troco de nada!- lamentou-se ela.

- Não, não foi tudo a troco de nada. Você não precisa mais do bigode. Será que seu marido é mais feroz que um tigre? Será que ele é menos sensível ao carinho e a compreensão? Se você é capaz de ganhar a confiança de um animal selvagem e sedento de sangue com suavidade e paciência, certamente poderá fazer o mesmo com seu marido!

Yun OK permaneceu emudecida por alguns momentos. Então voltou pela trilha refletindo sobre a grande verdade que havia aprendido do sábio da montanha.

O segredo para lidar com pessoas difíceis é não morder a isca da negatividade delas e deixar que elas mordam sua isca de um coração empático e cheio de amor.

Não devemos tentar mudar as pessoas, e sim tentar mostrá-las o quanto é maravilhoso o outro caminho. E para isso é necessário adquirir um pouco mais de sabedoria e equilibrio mental, para sabermos a hora de encerrar qualquer tipo de discursão, ou ao menos saber quando não devemos começar. Também há um ingrediente fundamental para certas situações, quando ele está presente não há outro caminho senão o da persistência e o da paciência. Com amor, quando se quer algo jamais é impossível...

Beijos, voltarei provavelmente por aqui somente nas primeiras hora do dia 31/01/10, já que para esse dia há um post reservado na minha página de rascunho...risos.

(Bárbara Pontes)

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