Um pouquinho mais fundo...

Há tempos que não digito umas palavrinhas por aqui, já estava com saudades dessa minha terapia deliciosa...Hoje quando entrei, meu único intuito era falar sobre meu dia trancada no quarto de frente para o PC. Mas algo me sensibilizou ainda mais e eu resolvi falar sobre mim.

Bárbara de Castro Pontes, desde criança sempre foi muio tímida. Uma garota cheia de segredos não-secretos, alguém que ao pronuciar um palavrão foi amessada por uma priminha mais velha. Lembro-me deste dia exatamente como ocorreu. Nunca gostei de ser tímida, hoje se me perguntarem qual é o meu maior defeito diria que é a timidez. Acredito que os tímidos perdem boa parte da vida escondidos atrás das mãos. Também fui, sou e, certamente, sempre serei muito chorona. Chorava por qualquer motivo, quando digo qualquer é qualquer mesmo! Eu chorava por ouvir NÃO, por não poder fazer as bobagens que desejava, por querer assistir uma novelinha mexicana no mesmo horário do Jornal Nacional, quando na minha casa só possuía uma TV. Chorava até mesmo por chorar, bobagens sem motivos.
Eu lembro da última vez que fiz xixi na cama, foi com os meus 11 anos de idade, sonhei que estava no banheiro e acordei quentinha deitada na cama da minha avó.

Ao longo da vida eu aprendi muito, aprendi que amar é mais simples do que muitos imaginam, e que dar amor é ainda mais fácil e gratificante. Eu não costumava dizer 'eu te amo', devo ter citado isso em algum post anterior, mas minha mãe ensinou-me a falar sem ter vergonha, a olhar nos olhos da pessoa amada e dizer sem medo de reações constrangedoras. Infelizmente, devo admitir que só citei 'eu te amo' para três pessoas olhando nos olhos, uma é minha mãe, a outra é meu cachorrinho Fred e a terceira, não menos importante, é minha tia-presentão Jana. Eu não tive coragem de dizer, ainda, pessoalmente para mais umas 7 pessoas.

Sou muito verdadeira com as palavras, costumo falar que é mais fácil eu mentir na sua cara do que atravez das minhas palavras. Por isso gosto tanto de escrever!!!

Já me sentir excluída por grupos de pessoas, já analisei demais outras e nunca me identifiquei com nenhuma à primeira vista. Analiso, sempre, cada pessoa que eu conheço, até a maneira que olha para outras pessoas, que pega num copo, que sorrir, que chora, que anda, que fala, a maneira como essa pessoa escuta, analiso cada detalhe perceptível. Sei que isso não é normal, mas prefiro não conhecer pessoas falsas ou interesseiras, mesmo sabendo que já conheci muitas.

Nunca falo 'eu te amo' para quem não amo, nem mesmo escrevo.

Lembro-me do primeiro dia de aula, das unhas enormes e monstruosas da minha diretoda, do soninho que tirei durante a aula, do meu dente que caiu, do xixi que fiz na cadeira da sala por que a professora pediu para eu esperar o horário do recreio. São pequenas recordações que transformam qualquer lágrima em sorriso. Uma vez andava de bicicleta, só podia andar na rua da minha casa, quando cheguei na esquina que estava a voltar vi a chuva vindo em minha direção, achei aquilo incrível, nunca mais tive essa oportunidade. Já joguei capoeira durante, mais ou menos, um ano e meio. Na época fiz amizade com uma garota mais nova que eu, Pryscilla. Já coloquei apelidos eternos. Já bati em coleguinhas.

Quando pequena, minha mãe raspava a maçã com a colher para eu comer, eu brincava com os bonequinhos do meu primo Robério, adorava olhar album de fotografias, em particular um que leva até hoje uma foto minha preta e branco sentada no chão comendo folhas ou sei lá o que.
Sempre quiz ter um notbook, lembro que pegava um livro capa dura e o abria como se estivesse abrindo um notbook. Já brinquei de lápis, e olha que foram anos com os mesmo lápis, por que cada um possuía nome próprio. Outro passatempo era recortar quaiquer figuras interessantes. Já tive um teclado, mas a única canção que sabia tocar era a Nona Sinfonia de Beethoven. Também ganhei um pandeiro, ainda hoje o tenho, mas não toco absolutamente nada.

Eu, Bárbara, quando falo que é verdade de fato é. Costumo brincar, minto só de sacanagem, mas quando cismo em falar a verdade eu falo. E muitas vezes as pessoas não costumam acreditar. Aliás, tem aí um assunto que gostaria de abordar. Eu sou quetinha, fico na minha calada, ou falo pelos cotovelos, mas sempre na minha. Não gosto ultrapassar as barreiras de ninguém, não costumo ter intimidade com quem não quero, não gosto ou não suporto. Só levo para dentro da minha casa quem parece merecer. Mas muitas vezes me sentir mal, por que há pessoas que não acreditam em mim, que falam que sou falsa ou que me faço de santa. Eu nunca fui santa, cometo erros diariamente, falo besteiras, bobagens e coisas sem noção, só não sou um escandalo, por disso eu não gosto. Tenho apenas a minha essência!

Já brinquei de guerra de balão d'água, já tomei banho em rio, já passei creme dental na cara de um amigo, já fui viciada em jogar vídeo game, já bati records em joguinhos do PC, amo jogar Xadrez, porém não encontro alguém que ame como eu. Já guardei papéis com letra de amigos queridos, já chorei ao revê-los. Já sentir saudades. Tive as melhores brincadeiras infantis que poderia ter. Já fiz um gol do meio do campo, coisa rara. Já ouvi a mesma música mais de mil vezes.

2009 foi o ano que mais vivi, posso dizer que, esse ano VALEU A PENA!!! Não que os outros não tenham valido, mas nesse eu consegui enganar minha própria timidez durante algumas vezes.

Já fiz contagem regressiva para chegar ao meu niver. Hoje, não sei nem o que fazer, já que são 21...rs, OH MEDO TÁ CHEGANDO DIA 01 !!!

Vou terminar isso por aqui, sem nada de muito especial, apenas uma frase que eu gosto muito.
Vou Postar esse texto sem olhar se necessita de correção, por que quem necessita de correção olha demais para própria vida e esquecer de vivê-la...Vamo que vamo...

"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso".

Beijo grande, Bárbara Pontes.
Hoje eu resolvi escrever por diversos motivos, bons e ruins. Na verdade eu costumo escrever somente quando sou acometida por estes motivos estranhos que vagam minha memória e entorpecem meus pensamentos. Não sei se isso é bom ou ruim, só sei que irei continuar a escrever mesmo que as lágrimas insistam em derramar sobre meu rosto.

Finalmente as minhas duas semanas de terror acabaram, foi difícil, mas graças a Deus elas acabaram. Não sei como eu consegui suportar tamanha agonia diante de uma prova que, particularmente, não foi um bicho de sete cabeças como previa. Acordei cedo hoje, levantei primeiro que o sol, dei bom dia a Deus antes mesmo de ele aparecer, mas não poderia deixar de parabenizá-lo pelo belo dia na cidade maravilhosa. Dizem, quando chove, que não há dia mais belo que um dia de sol aqui no Rio, 40º foi mais ou menos a temperatura daqui. Eu não tenho nada contra calor, prefiro sair a passear no sol do que na chuva. Mas hoje isso foi impossível. Primeiro, por que não tinha companhia, segundo por que o sol estava tão quente que o chão do quarto bastou-me para deitar e acompanhar minha vida online. Só acordei hoje por que tinha prova prática no meu antigo e inesquecível local de estágio.

Sou tão sentimentalista que muitas vezes quebro a cara! Fiquei chateada justamente com esse meu ponto negativo, talvez um dia ele houvesse sido positivo. A grande verdade sobre a Bárbara Pontes é mais nua que alguém possa imaginar. Posso até falar um pouco de mim, mas prefiro que seja num post diferenciado ou exclusivo, como devo chamar? Por que não agora, vou finalizar este aqui e começo a escrever o próximo, aproveitando a sensibilidade à flor da pele.

É, devo parecer confusa em meus textos, mas normalmente sou confusa mesmo. Vou encerrar sem término especial este texto para que o próximo seja completo, pois pretendo contar um pouco sobre minha personalidade verdadeira, talvez um pedaço dela nunca alguém venha conhecer, mas vou tentar falar o máximo possível.

Beijo grande,
(Bárbara Pontes)