Ganhei meu dia!



Engraçado como as coisas acontecem e quando não deixamos passar despercebido ficamos com aquele pensamento alegre na cabeça de tanta satisfação.
Hoje eu estava voltando do curso, passava pela Biblioteca Nacional, quando um rapaz bonito, simpático e, aparentemente, tímido interrompeu meus gloriosos pensamentos ao deslumbre do Teatro Municipal, ele estava vendendo uma poesia, na verdade era quatro pequenas folhinhas contendo apenas um poema de sua humilde autoria. Disse-me que eu poderia avaliar o preço, o que importava à ele era vender seu produto, e quem sabe um dia chegar dentro de uma biblioteca.
Eu decidi ouvi-lo atentamente sob o sol carioca, o achei interessante, um rapaz jovem atrás de seus sonhos numa das avenidas do Rio de Janeiro... E decidi comprar a sua poesia, mas não comprei para ajudá-lo, e sim para conhecer o conteúdo daquelas folhinhas. E o mais interessante foi eu pedir autografo à ele que, humildemente disse-me que não havia tanta necessidade por que tudo ali estava escrito com sua própria caligrafia e eram os seus próprios desenhos.

Após minha compra inesquecível ele agradeceu-me e disse para eu manter contato, que ele enviaria outros poemas por email. Não pretendo esquecer-se deste rapaz, pois algo marcou profundamente o meu dia, por isso passei o dia inteiro relembrando cada detalhe do nosso 1 minuto que estivemos conversando, e decidi postar um trecho de seu poema.


"Certa noite, havia poetas de carne e osso na casa. Iam ao microfone e gritavam suas utopias, que eram bem verdade para nossa maioria.
Era uma noite, o tempo não passa, o sol ameaça vir no futuro, ontem e amanhã se ligam no escuro, aproveitando a embriaguez costumeira da casa.
Como fantasmas acordados,
Reunidos em sarau,
Longe de todo perigo,
Dos medos, do bem e do mal,
Conspiravam já bem decididos,
Sua poesia contra o Capital.
(...)
A verdade, sim, existe
E tem seus muitos lados,
Mentira é o nome da parcialidade.
Roda, roda, uma engrenagem
Da história, a moldadora.
Roda, roda, desde agora,
Nas nossas mãos sonhadoras."

Autor: Thiago Bardo.


Espero que tenham gostado tanto quanto eu, na verdade, eu postei o início e o fim do poema, espero também ter transferido a minha alegria às palavras desta postagem.

Um beijo grande, fica com Deus e até a próxima.

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